Influencer que declarou não contratar mulheres que pretendiam engravidar e que criticou direitos trabalhistas, vai ter que se retratar

O vídeo de retratação deverá ser mantido por, pelo menos, 24 horas. O vídeo deve conter mensagens de aspecto publicitário contra a discriminação no ambiente de trabalho.

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A internet já existe há algum tempo, mas muitas pessoas não se lembram de que as coisas feitas na internet não são esquecidas. Lara Nesteruk publicou uma série de vídeos que foram muito criticados, em março, e agora precisa se retratar pelas coisas que disse.

A decisão foi feita pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo, o que foi resultado de uma série de denúncias feitas por internautas que se incomodaram com os vídeos publicados. Cada cláusula não cumprida pode resultar em uma multa de R$ 50 mil.

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Os vídeos foram publicados através da plataforma do Instagram, nos Stories, e geraram grande repercussão. Uma das coisas que a influencer defendeu, por exemplo, foi que os direitos trabalhistas fossem reduzidos em função do lucro do empregador.

A influencer fez duras críticas aos direitos trabalhistas e defendeu que o “monte de direitos” prejudica o empresário na hora de contratar funcionários. Em dado momento, um seguidor questionou sobre a responsabilidade da empresa em relação ao aleitamento materno.

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Lara respondeu que aquilo não era problema dela, mas sim da mulher que pretendesse engravidar. As denúncias levaram o MPT a conduzir uma investigação, que foi encerrada mediante a assinatura de um termo de ajustamento de conduta por Lara Nesteruk.

A influencer deve publicar um vídeo se retratando sobre as coisas que falou. O meio de comunicação foi o vídeo porque foi através dessa ferramenta que as declarações problemáticas foram dadas. Em caso de descumprimento, há uma multa de R$ 50 mil.

A notícia foi publicada no canal Universa, portal Uol, que não conseguiu obter uma declaração da defesa de Lara. A influencer também está proibida de fazer anúncios de emprego ou estágio que contenham exigências consideradas descriminatórias.

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O vídeo de retratação deverá ser mantido por, pelo menos, 24 horas. O vídeo deve conter mensagens de aspecto publicitário contra a discriminação no ambiente de trabalho.

Roberta R

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