A Justiça de Goiás tomou uma decisão que vem gerando polêmica. Um homem condenado a 12 anos por homicídio acabou tendo a pena revertida em prisão domiciliar porque a esposa está com câncer e incapaz de cuidar dos filhos sozinha.
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A decisão foi tomada depois de um pedido do advogado de defesa que interpelou pelo cliente, considerando que o casal possui três filhos menores de idade e que a esposa, com câncer de mama, está enfrentando um difícil momento sozinha.
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A decisão do desembargador levou em conta a situação dos filhos menores do casal que agora precisam de assistência e não podem contar com a ajuda da mãe. A família não tem familiares ou amigos que possam assumir a responsabilidade pelas crianças.
Para que a decisão fosse tomada, o desembargador também teve acesso a atestados médicos, resultados de exames, cartão de paciente e até fotografias. Outro fator considerado para a decisão foi o antecedente criminal do homem.
De acordo com o histórico, ele não tem nenhuma outra passagem pela polícia e foi condenado por um único crime. O contexto em que se deu o homicídio, no entanto, não foi revelado na reportagem do G1.
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A decisão tem levantado polêmica e inspirado diversas opiniões. Algumas pessoas comemoram a decisão da Justiça, porque consideram o bem-estar das crianças essencial, outras questionam a Justiça justamente por expor crianças ao convívio com um assassino condenado, ainda que se trate do próprio pai.

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