Idosa é resgatada depois de vizinhos denunciarem caso análogo à escravidão; mulher trabalhava com a mesma família desde 1998

Na casa, moravam um casal e uma filha, todos vão responder por trabalho análogo à escravidão e abandono de incapaz, além de omissão de socorro.

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Um caso revoltante tem gerado comoção nas redes sociais. Uma idosa de 61 anos foi resgatada de uma casa depois de denúncias de vizinhos. O Ministério Público do Trabalho moveu a ação e encontrou a senhora em um galpão, vivendo sem condições sanitárias.

Ela foi encontrada em uma casa de luxo, no bairro de Alto de Pinheiros, em São Paulo. A idosa foi encontrada em um depósito no quintal dos patrões em condições sub-humanas, ela não recebia alimentação e nem tinha instalações sanitárias.

O MPT chegou até o local depois de registrar múltiplas denúncias pelo canal 100. O canal é destinado a denúncias de violações dos direitos humanos. Vizinhos da família indicaram o cárcere privado da idosa, permitindo que a senhora fosse resgatada.

Ainda de acordo com agentes que realizaram o mandado de busca e apreensão, a idosa vinha sobrevivendo com a ajuda de vizinhos, que levavam comida e mantimentos para o galpão onde ela vinha sendo mantida presa. O MPT confirmou que o caso configura um estado de “escravidão moderna”.

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A idosa, mesmo em idade avançada, era obrigada a trabalhar para a família, o que vem acontecendo desde 1998. O MPT confirmou que a idosa vinha sendo alvo de tortura psicológica, maus-tratos, constrangimento e exploração do trabalho. Além disso, os empregadores são acusados de omissão de socorro.

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Uma das empregadoras foi presa em flagrante, mas acabou sendo liberada depois de pagar fiança. Na casa, moravam um casal e uma filha, todos vão responder por trabalho análogo à escravidão e abandono de incapaz, além de omissão de socorro.

De acordo com o órgão, a idosa trabalha para a família desde 1998, sem carteira assinada, 13º ou férias. Em 2011, a mulher teve sua casa interditada e recebeu a oferta da patroa para que morasse  no quintal da família, mas daí em diante passou a ser refém.

Ainda de acordo com as primeiras investigações, a idosa recebia cerca de R$ 200 a R$ 450 esporadicamente, ou seja, sem nenhum tipo de garantia. No galpão onde foi encontrada, ela vivia desde 2017. A situação piorou quando foi decretada a pandemia.

Os empregadores se mudaram para uma casa em cotia, mas a idosa permaneceu no galpão da casa de Alto Pinheiros, onde uma nova família passou a morar.

Roberta R

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