O crime de feminicídio que chocou a cidade de Salto, em São Paulo, já estava “prometido” pelo agressor. Em 7 de agosto, de acordo com apuração do G1, a ameaça foi registrada em inquérito policial.
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Adriana Correia, ex-esposa do agressor, havia decidido se separar naquele mês. A vítima já era alvo de abusos por parte do ex-marido, Claudemir Pereira, de 45 anos e registrou um boletim de ocorrência contra ele na Delegacia de Defesa da Mulher.
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No dia 7 daquele mês, Claudemir teria ameaçado matar Adriana e tirar a própria vida depois. O registro da ameaça garantiu uma medida protetiva contra Claudemir, que era proibido de se aproximar da ex-esposa. Mas não foi suficiente.
Antes de ir atrás da ex-esposa, Claudemir interceptou Ângela Muczinski, vizinha e amiga de Adriana. Ângela incentivava a amiga a se separar do ex e, por isso, acabou se tornando um alvo. Na frente dos filhos, ela recebeu dois tiros.
Dali, Claudemir partiu para um petshop onde Adriana estava. Ela foi atingida, mas ainda foi socorrida com vida e levada em estado grave para o hospital. Depois dos crimes, Claudemir ainda disparou e tirou a própria vida.
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De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, no dia em que cometeu os crimes, Claudemir teria afirmado que deixaria a cidade de Salto. No entanto, ele alugou um carro e conseguiu uma arma, cujo a numeração estava raspada, e disparou contra as vítimas. Ângela morreu no local.

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