Quem tem um animal de estimação deve saber que pode ser muito dificil não “conversar” com eles. É claro que os animais não respondem, mas muitas vezes é muito nítido o quanto são capazes de entender.
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Se para algumas pessoas esse hábito pode ser engraçado, um estudo científico aponta que o hábito também pode ser sinônimo de inteligência. É isso que argumenta a pesquisadora Megan Mueller, da Universidade Tufts.
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Mueller se dedica ao estudo das interações humanas com animais de estimação. Em sua tese, ela aponta dois pontos principais necessários para o processo de aprendizado, de qualquer tipo:
- Ter interesse pelo mundo ao redor e procurar interagir com ele;
- Reconhecer que não sabe alguma coisa e tentar elaborar hipóteses na tentativa de explicá-la.
A autora aponta que é “conversar” com os animais é um sinal de que a pessoa é capaz de enxergar e reconhecer o mundo a sua volta, sem se colocar como centro das atenções ou detentor de todo o conhecimento.
Pode ser também um motivo de risada para quem assiste de fora, mas conversar com seu animal de interação é também uma forma de interação na qual você precisa estar pronto para formular respostas.
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O ponto de partida para compreender novas formas de mundo é entender que nem sempre o seu ponto de vista é o melhor ou mais adequado. Nesse sentido, a maneira como se interage com um animal de estimação pode oferecer certas respostas.

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