Conferir a temperatura em locais públicos não protege contra o coronavírus, segundo infectologista

É cada vez mais comum ser barrado nos locais públicos para que alguém veja se não está com febre.

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Nas entradas dos restaurantes, lojas, shoppings, igrejas, escolas e comércio de um modo geral, tem sempre algum funcionário de plantão para aferir a temperatura de todas as pessoas que chegam no local.

O problema é que esta atitude não serve para nada e o pior é que passa uma falsa sensação de segurança. A infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen é professora titular da Universidade Federal de Pernambuco e confirmou que tudo isso é só um “mito”.

Sylvia alerta que esse termômetro não ajuda nesta pandemia porque 80% dos infectados são assintomáticos, ou então apresentam apenas sintomas leves e nem ficam com febre. Os pré-sintomáticos também passam tranquilamente por esse termômetro.

As pessoas infectadas, sem febre, são liberadas para entrarem em locais públicos e transmitem o coronavírus para os outros. O problema é que pelo menos 4 em cada 10 pessoas não apresentam nenhum sintoma enquanto estão com o vírus no organismo.

Pessoas infectadas são barradas na entrada, o funcionário aponta aquela pistola para conferir a temperatura e como não há febre, a pessoa é liberada e a ‘transmissão silenciosa’ tem início.

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Na Europa foi realizado um levantamento com pacientes da Covid-19 e apenas 45% apresentou temperatura alta, ou seja, os outros 55% não tinham febre, mas transmitiam o coronavírus.

Os australianos conferiram a temperatura de 86 pacientes com suspeita de Covid-19 e somente 16 apresentaram febre. Para combater o coronavírus é preciso bem mais do que simplesmente conferir a temperatura das pessoas nos locais públicos.

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Russel Morais

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