Pela primeira vez na história, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) votou pela redução da mensalidade dos planos de saúde individuais. O reajuste de -8,19% foi decidido em reunião da diretoria colegiada da ANS.
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Um dos argumentos da diretoria é o de que, com a pandemia, houve uma redução dos custos de operação dos planos de saúde, em relação a consultas e cirurgias. Muitos atendimentos foram reduzidos no ano passado.
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O que acontece é que os casos de covid-19 aumentaram a utilização de urgências, emergências e internações. Por outro lado, no entanto, consultas de rotina, exames periódicos e atendimentos desse tipo sofreram queda.
O reajuste, no entanto, vale apenas para contratos individuais de plano de saúde. Esse tipo de contrato representa cerca de 18% de todos os planos de saúde no Brasil, os demais são os chamados coletivos, que não passam por reajuste da ANS.
A ANS ainda destacou que aquelas operadoras de plano que não reajustarem os valores, isto é, reduzirem as mensalidades, estarão indo contra a lei. De 2019 para 2020, a ANS reajustou os valores com um aumento de 8,14%.
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Já no caso de planos de saúde coletivo, que são os celebrados geralmente entre empresas e operadoras, existe uma liberdade maior para a negociação de preço. Isso significa que as empresas podem negociar diretamente com a operadora os valores, que geralmente são tabelados, mas não respondem diretamente à ANS nesse quesito.

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