A Polícia Científica do Paraná concluiu o laudo da perícia sobre a morte de Marcelo Arruda, guarda municipal e petista que foi morto por um bolsonarista em sua própria festa de aniversário. Um dos pontos que chama a atenção no laudo diz respeito às supostas agressões sofridas pelo assassino.
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Em depoimento à polícia, a esposa de Jorge Guaranho afirmou que o carro em que a família estava foi atingido por pedradas. No depoimento, ela afirma que o marido teria voltado na festa depois de ser agredido.
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O laudo confirma que haviam “sujidades” no carro de Guaranho, o que confirma que Arruda teria atirado terra contra o carro. Segundo testemunhas, Guaranho foi até o local com som alto exaltando o presidente Bolsonaro e gritos de “mito” e “aqui é Bolsonaro”.
Para a polícia, a esposa de Guaranho afirmou que o marido teria deixado a família em casa e voltado ao local da festa por se sentir humilhado após ter sido atingido por pedras. O laudo, no entanto, descarta a versão.
Arruda morreu no local, mas atingiu Guaranho. Mesmo ferido com 4 tiros, ele foi socorrido e sobreviveu. Guaranho se tornou réu por homicídio qualificado e esta em prisão preventiva, sob custódia da polícia no hospital.
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O inquérito policial terminou com o indiciamento de Guaranho sem motivação política, mas o Ministério Público apontou, como motivação do crime, divergências político-partidárias. Jorge já teve alta da UTI e foi notificado.

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