‘Intrinsecamente imoral’, hospital se recusou a atender um homem trans nos EUA

Jesse Hammons, foi orientado pelo seu médico a procurar o Saint Joseph Medical Center para realizar a cirurgia. Tudo ia bem, até uma semana antes do procedimento.

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Um caso polêmico tem chamado a atenção nos Estados Unidos, depois que um homem trans decidiu processar o hospital que se recusou a realizar uma cirurgia de histerectomia (remoção do útero). O procedimento foi uma recomendação médica.

O homem, Jesse Hammons, foi orientado pelo seu médico a procurar o Saint Joseph Medical Center para realizar a cirurgia. Tudo ia bem, até que uma semana antes do procedimento, o homem descobriu que a cirurgia estava cancelada.

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Como justificativa, o homem teria escutado que o hospital pode se recusar a realizar procedimentos “intrinsecamente imorais”, o que inclui não só cirurgias por disforia de gênero, mas também “abortos, suicídio assistido, eutanásia, esterilização direta”, dentre outros.

O detalhe é que, embora o hospital seja administrado pela Universidade de Maryland, trata-se de uma Instituição Católica. O hospital afirmou ainda que a condição do homem, a transexualidade, não justifica a necessidade do procedimento.

A Universidade, por sua vez, se negou a comentar publicamente o caso alegando que não pode quebrar o sigilo médico do hospital. Jesse agora entrou na Justiça porque se sente discriminado pela decisão do hospital em não performar a cirurgia.

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A Universidade também fez questão de afirmar que o hospital em questão não trata seus pacientes de forma diferente por questões como raça, orientação sexual ou gênero, mas não explicou porque a cirurgia de Jesse foi cancelada.

O documento apresentado por Jesse no processo afirma que foram aplicadas “doutrinas católicas inconstitucionais” e que o cancelamento da cirurgia foi um ato de discriminação.

Roberta R

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